quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

DBZ Scouter para Space Dragon

Esse raro e curioso aparelho foi desenvolvido por uma raça alienígena conhecida como Tuffle. Sua função básica, além de servir de comunicador, rastreador e mapa, é converter o nível de periculosidade de um ser vivo em códigos numéricos, permitindo assim que o usuário possa saber com quem ou o quê está lidando. A matemática básica e a tecnologia envolvida na criação dos scouters ainda são um mistério, de modo que sua precisão nem sempre é perfeita.

No Space Dragon, RPG old school criado por Igor Moreno com temática Sci-Fi Pulp, um scouter é capaz de dizer o nível+BAF ou DV+BAF (somados, nunca discriminados) de uma criatura viva. Mas, caso queira se aproximar um pouco de como acontecia no desenho, o mestre também pode revelar os dados a partir do seguinte cálculo:


Nível (ou DV) 1-4

Nível*2 + Força + BAF*2 + Magias por dia*2
Nível 15-20

Nível*10 + Força*4 + BAF*2 + Magias por dia*5
Nível 5-9

Nível*4 + Força*2 + BAF*2 + Magias por dia*3
Nível 21-36

Nível*20 + Força*5 + BAF*3 + Magias por dia*7
Nível 10-14

Nível*6 + Força*3 + BAF*2 + Magias por dia*3
Comparação

Humano comum: 5-15
Goku, Dragon Ball Z (1º episódio): 416
Dragão Vermelho Ancião: 1007

Nível: nível de classe da criatura ou seus DVs.
Força: força total da criatura, incluindo itens.
BAF: base do ataque mais forte da criatura. Se ela tiver dois ataques iguais mais fortes, somam-se. Exemplo 1: 2 garras +12 equivale à BAF 24
Magias por dia: caso seja mago, clérigo ou possua magias, somam-se as que podem ser usadas por dia.

Caso constate mais 8.000 pontos de energia, todos os usuários têm uma enorme surpresa (!). Caso constate 22.000 pontos ou mais, o scouter não suporta os intensos cálculos e explode no rosto de seu portador causando 1d8 de dano.

Infelizmente, scouters possuem um grave problema. Por terem sido desenvolvidos por uma raça bélica, extremamente dependentes de armas e artes marciais, peca em revelar o real poder de combate de magos e outras criaturas mágicas, que normalmente são mais poderosas que guerreiros extremamente musculosos.

Ainda vou dar uma ajeitada para encaixar os poderes mentais. Porque, como no DBZ tem poucas criaturas com poderes realmente psíquicos -- normalmente são mais magias --, dei preferência a essas. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Tochas

Conta-se que nos tempos imemoriais, Prometeu roubou dos deuses o fogo para concedê-lo à humanidade a fim de permiti-la progredir, separando-a, assim, dos demais animais, que, sem a aptidão para lidar com um elemento tão perigoso e mortal quanto as chamas, não tinham capacidades de trabalhar em metal, cozinhar ou fazer vidros, e, portanto, de evoluir.

Prometeu também é conhecido como o portador da luz, aquele que carrega as chamas a fim de iluminar o caminho e afastar as sombras daqueles que tem uma trilha a percorrer (ou afastar as trevas da ignorância). De tão sagrado que era considerado o fogo, mitos a respeito dele sempre fizeram-se representar na história da humanidade. Dezenas de deuses estão ligados direta ou indiretamente com as chamas ou com o Sol. A exemplo dessa importância, temos que a punição para as sacerdotisas gregas incumbidas com a tarefa de manter acesos os fogos internos dos templos, caso fracassassem em sua missão, era a de morte; e somente as chamas sagradas de outro templo, em outra cidade, poderiam ser capazes de reacender as brasas cujo fogo se extinguiu.

Orcrist e a sua importância no RPG

ATENÇÃO: SPOILERS DE O HOBBIT ADIANTE

Orcrist é uma das três espadas mágicas que são resgatadas por Gandalf, Bilbo e os anões das mãos dos Trolls em O Hobbit.

Forjada pelos Altos Elfos do Oeste, Orcrist, cuja tradução significa Fende-Orc ("Orc", do Sindarin "Orch", e "rist", do verbo em Sindarin "rista-", que significa "fender"), era mais conhecida como a companheira de Glamdring, espada pessoal do rei de Gondolin, Turgon. Ficou famosa na luta contra os orcs que tentavam destruir a cidade do Rei Turgon, tendo, nessa época, recebido a alcunha de "Mordedora".

Turgon provavelmente não usava ambas as armas, Glamdring e Orcrist, de modo que esta deve ter pertencido a alguém de grande confiança do rei. Estudiosos da obra de Tolkien dão à Ecthelion a autoria da posse de Orcrist, apesar de isso nunca ter sido confirmado.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A capa alemã de A Guerra dos Tronos

Recentemente tive a felicidade de receber de presente um exemplar de A Guerra dos Tronos, o primeiro da série de livros conhecida como As Crônicas do Gelo e Fogo. Ainda não comecei a ler essa que é encarada como uma das maiores obras-primas modernas, mas o pretendo em breve.

Para quem não conhece, o autor é George R. R. Martin, escritor de fantasia, horror e ficção formado em jornalismo. George sempre foi fã de quadrinhos, o que o inspirou e o introduziu nesse mundo de fantasia que tanto amamos.

Bom, ao passo que sempre ouvi elogios a esses livros (e mais tarde, consequentemente, à série de TV), sempre tive um pé atrás quanto a história. Tendo eu sido criado a partir da fantasia marginal de Robert E. Howard, sempre torci um pouco o nariz para outros estilos -- uma grande burrice de minha parte, diga-se de passagem. Porém, mais velho e menos preconceituoso, coisa que é de uma estupidez tremenda (como aprendi), resolvi dar chances a leituras que anteriormente nunca passariam pela minha cabeça. E, seguindo esse curso natural de amadurecimento, resolvi dar chances também ao Game of Thrones, apesar de me desanimar toda vez que lembro serem 7 volumes de livros e terem sido apenas 5 traduzidos para nosso idioma pátrio.

Mas uma coisa que sempre me chamou a atenção em qualquer livro, independentemente de gostar ou não do estilo de literatura dele, são suas capas; e com as d'As Crônicas do Gelo e Fogo não foi diferente: excelentes artes de artistas incríveis que dão todo um charme aos romances. A capa da edição brasileira, por exemplo, é fantástica, e acho que incorpora bem o clima (pelo que me disseram) da história. Mas, se houvesse uma capa a qual eu tivesse que nomear como a mais bela de todas (das que vi), seria a capa alemã, que traz em seu corpo o título DAS LIED VON EIS UND FEUER, DIE HERREN VON WINTERFELL.


Assim como nos romances mais velhos de fantasia, onde eram mostrados apenas brasões ou desenhos simples sobre o conteúdo geral da história, a capa alemã parece ministrar bem esse sentimento de saudosismo literário. Se é estilo de cultura; ou se foi proposital, a fim de dar um ar de obra-prima fantástica; não sei. Só sei que esta uma capa magnífica, que mereceu meu respeito.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Kratos e o alinhamento

Recentemente, a PSN divulgou no maior evento esportivo dos Estados Unidos, o Superbowl, um vídeo do novo jogo da franquia God of War, entitulado God of War: Ascension, que me fez questionar novamente o alinhamento desse símbolo dos video-games da atualidade.

Como vocês devem saber, Kratos, o protagonista da série, é retratado na maior parte da série como um general cruel e impiedoso, que retalhava seus inimigos com tanta devoção que chegava a chamar a atenção dos deuses do Olimpo. Então, a partir de uma traição perpretada por Ares, o até então deus da guerra, Kratos passa a perseguí-lo cegamente (e mais tarde todo o panteão grego), a fim de ver sua vingança satisfeita e amplamente consolidada, tamanha a fúria e a raiva sentidas. Porém, para isso, Kratos não se escusa de lançar mão de atos vis no intuito de perseguir seus objetivos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sistema Econômico-Monetário nos RPGs

O que vocês acham dos sistemas monetários-econômicos que normalmente são vistos no D&D, retroclones, simulacrums e afins?

Vamos dizer... por exemplo, um grupo de heróis pode facilmente recolher algo em torno 1.000 po (peças de ouro) numa única aventura, certo? Sendo que não são raras as vezes em que se é possível encontrar outros objetos nas masmorras que, se vendidos, valem algo em torno de 500-10.000 po. Contudo, se considerarmos que ter na época dos vikings um ou vários braceletes de prata era sinônimo de status monetário e poder, e que não são raros os relatos que dizem que algumas pp (peças de prata) eram o suficiente para fazer um homem gozar de alguns meses de prosperidade na época medieval (e principalmente nas eras anteriores), parece um pouco discrepante a quantidade de dinheiro encontrada pelos heróis nas partidas/módulos.

A título de curiosidade: ter uma peça de ouro no 3.5 equivalia a um mês de labor esforçado de um trabalhador comum (fazendeiro, curtidor e outros). Agora imagine você conseguir, numa única exploração, 1.000 po. Tomando por certo que nem todos os aventureiros são viciados em adrenalina, e que grande parte dos guerreiros, por exemplo, se aventuram justamente por serem mercenários, o que os levaria a continuar a arriscar a vida quando já se têm, garantidos, "1.000 meses" de vida?

Ao meu ver, a economia nos jogos como o D&D é muito inflada/exagerada, acabando por tornar todos os serviços do jogo "caros" para os padrões medievais (quarto de taverna valendo 5pp, por exemplo).

Porém, ao revés, um jogo old school que aparece acertar no tocante aos padrões econômicos é o saudoso Tagmar, RPG criado por Marcelo Rodrigues, onde uma refeição vale moedas de cobre em vez de peças de ouro (valeu, Eduardo, por me lembrar desse maravilhoso jogo) e o Senhor dos Anéis do sistema CODA, que cobra meras peças de prata por armaduras que no D&D custam algumas centas das de ouro.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Extra: Redbox divulga 1º preview do Bestiário OD

A editora Redbox divulgou na madrugada de hoje, dia 14 de fevereiro, a primeira prévia do Bestiário, o livro mais aguardado da marca Old Dragon e de toda a editora desde o lançamento do módulo básico deste sistema.

De acordo com os responsáveis, todo o texto do livro dos monstros já está completo, tendo passado por duas revisões, uma gramatical e uma no tocante à mecânica. Para a conclusão, então, está faltando aproximadamente 60% das ilustrações, já que, diferentemente do Old Dragon, o livro contará com desenhos coloridos. E, mais próximo do livro dos monstros do AD&D, todas as criaturas listadas contarão com uma imagem única em uma página completamente dedicada a ela, a fim de, assim, dar aos mestres e jogadores menos experientes um norte-visual no que concerne à aparência dos seres incríveis que povoam os mundos de imaginação.
O Bestiário tem previsão de 172 páginas inteiramente coloridas, papel couchê e tamanho A5. O lançamento está previsto  para abril/maio e deve ter sua pré-venda iniciada por volta de 15 dias antes do lançamento, o que também deve ocorrer entre abril e maio. (Redbox Editora)
Fora isso, o lançamento do produto está previsto para abril/maio, com pré-venda liberada por volta de 15 dias antecedentes ao lançamento definitivo. A pré-venda não-extensa se deve ao fato de os responsáveis pela Redbox já estarem contando com os atrasos habituais das gráficas; motivo pelo qual eles não deixarão a pré-venda se alongar muito, para não prejudicar os compradores.

Aasimar, raça descendente de anjos, celestiais e outras criaturas sagradas.

Pela prévia, nota-se que, semelhante ao AD&D, os monstros terão (i) uma seção dedicada às estatísticas; (ii) uma dedicada à explicação do que seria a criatura; (iii) uma dedicada à ecologia dos seres ali retratados; e (iv) outras com miscelâneas. Mas, no fim, restou a dúvida se haverá uma parte destinada ou não ao combate (explicação das táticas geralmente usadas pelas bestas ao enfrentarem um ou mais inimigos, sendo eles comuns ou não ao seu habitat natural). Aguardemos então as cenas dos próximos capítulos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Zigurates

Não que elas não sejam legais, mas têm vezes que a boa e velha masmorra fica batida em nossos jogos. Labirintos, paredes de pedra, armadilhas escondidas etc. são fórmulas que todo DM de fantasia medieval já usou. Então, por que não mudar um pouco? Ou melhor, por que não dar a ela uma aparência ou um contexto diferente?

Extraídos diretamente da Suméria, os templos zigurates já preencheram diversas histórias de mídias interativas, trazendo para espectadores e leitores belíssimas e interessantes composições de cenário. Feitos em estruturas piramidais, os zigurates possuíam três tipos diferentes de base: a quadrada, mais comum; a retangular, feita em menor escala; e a redonda, que normalmente não era usada, mas que provavelmente foi o alicerce do templo de Marduk, edifício cuja história pode ter originado a lenda da Torre de Babel da Bíblia. O material usado nesse tipo de santuário era o tijolo de argila cozido, e estes não possuíam argamassa ou cimento para juntá-los, senão betume, palhas e ervas. Com relação à altura, o zigurate podia chegar a até sete andares, sempre com terraços cada vez menos espaçosos a cada novo nível. Rampas ou escadas levavam, contínua ou descontinuamente, de forma reta ou espiralada, até topo, onde se encontravam as salas de adoração aos deuses.

1. Escadarias: levam direta ou indiretamente ao templo.
2. Contrafortes: servem para reforçar as paredes do zigurate.
3. Portão: antecâmara do pináculo
4. Buracos Laterais: permitiam que a água do interior evaporasse.
5. Drenos: serviam para retirar a água da chuva empossada.
6. Terraço: área plana coberta por tijolos.
7. O Templo: onde eram realizados os rituais e cultos aos deuses.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Comentando: Tomb of Horrors - Fim do Corredor 3

O fim do corredor 3 na Tomb of Horrors provavelmente é um dos lugares mais temidos pelos jogadores de RPG de todos os tempos. Isso se deve pelo fato de que, nesse lugar, após terem passado por diversas dificuldades (incluindo passagens falsas e armadilhas), os personagens acabam por se deparar com uma enorme carranca diabólica esverdeada fitando o grupo.

CUIDADO: SPOILERS ADIANTE!!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Dave Arneson e a Imparcialidade

A imparcialidade do Mestre é um tema bastante controverso no RPG. Até mesmo para os defensores da causa OSR (já explicada aqui anteriormente) o tópico é pantanoso. Se por um lado temos jogadores que afirmam ter o mestre obrigação de lançar mão de qualquer meio para garantir a diversão do grupo (seja interferindo ou não nas ações deles), por outro, vemos que grande parte dos discípulos da velha-guarda afirmam categoricamente que deve haver equanimidade nas ações do mestre.

Dito isto, enquanto buscava materiais para me inspirar cada vez mais no espírito old school (fuçando entre mandamentos, manifestos etc.), acabei achando o excelente blog "Beyond The Black Gate", onde o autor, Al, faz um relato incrível sobre Dave Arneson e sua forma de jogar RPG. Ao entrar em contato com Al, perguntando se poderia traduzir seu artigo e publicar aqui, obtive resposta positiva dele, que autorizou a conversão para nosso idioma. Sendo assim trago agora para vocês o texto do "Beyond The Black Gate" (clique aqui para ler o original). Espero que se sintam inspirados assim como eu me senti ao ler a transcrição abaixo (traduzida e parafraseada de forma livre):